quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Henri Rousseau

Falecia em Naval (França), em 2 de setembro de 1910, o pintor Henri Rousseau, importante e destacado no movimento moderno do pós-impressionismo. Com uma originalidade criativa surpreendente, retratou a natureza e outros temas de modo peculiar, sendo comparado por seus contemporâneos ao grupo de arte primitiva.
Arte em destaque: Tigre em uma tempestade tropical. 1891. Óleo sobre tela. © National Gallery. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Tarsila do Amaral

Nascia em 1 de setembro de 1886 em Capivari (São Paulo), nascia a desenhista e pintora Tarsila do Amaral, musa do Modernismo no Brasil. Apresentada por Anita Malfatti a Mário de Andrade, Menotti Del Picchia e Oswald Andrade, passaram a ser amigos e a se reunir em seu ateliê, dando origem ao chamado Grupo dos Cinco, defensor das ideias da Semana de Arte Moderna e do movimento modernista no Brasil. Casou-se com Oswald de Andrade, dando-lhe de presente a tela “Abaporu” em seu aniversário. A empolgação com o presente é tanta que Oswald funda e teoriza, a partir da tela, o movimento antropofágico.
Arte em destaque: Abaporu. 1928. Óleo sobre tela. 75 x 72 cm. © MALBA. Argentina.

Egid Quirin Asam

Nascia em 1 de setembro de 1692 em Tegernsee (Alemanha), o escultor e estucador Egid Quirin Asam. Influente artista do Rococó, desenvolveu diversos trabalhos com seu irmão, o pintor e arquiteto Cosmas Damian Asam, sendo que a atribuição de tais obras é comumente referida aos “Irmãos Asam”.
Arte em destaque: Interior da Igreja de São João Nepomuceno (Asamkirche). Munique. Fotografia. © Schlaier.

Taddeo Zuccari

Nascia a 1 de setembro de 1529 em Sant’Angelo in Vado (Itália) o pintor Taddeo Zuccari, um dos membros mais conhecidos do Maneirismo, movimento artístico surgido na Europa entre 1515 e 1600 que buscava revisar os valores clássicos e naturalistas cultuados pelo Humanismo renascentista e consolidados na Alta Renascença. Zuccari realizou trabalhos para os Papas Júlio III e Paulo IV, tornando-se um importante pintor de grandes afrescos de cenas históricas.
Arte em destaque: Vila Farnese em Caprarola. Circa 1559. Afresco. © Palácio Farnésio. Itália.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Georges Braque

Falecia em 31 de agosto de 1963 em Paris, o pintor e escultor francês Georges Braque. Com Pablo Picasso, fundou o cubismo, movimento surgido no século XX e que se caracterizava, nas artes plásticas, pela renúncia à perspectiva, geometrização das formas, sensação de pintura escultórica e pela representação sem compromisso com a aparência real dos objetos.
Arte em destaque: O viaduto de L’Estaque. 1908. Óleo sobre tela. 73 x 60 cm. Coleção particular.

Matthias Grünewald

Morria a 31 de agosto de 1528 em Halle an der Saale (Alemanha), Matthias Grünewald, um dos maiores pintores do gótico tardio e precursor do expressionismo. Atuou como profissional da arte sacra, ocupando o cargo de pintor oficial do arcebispo de Mogúncia em 1509. De toda sua obra, redescoberta e revalorizada pelos expressionistas do século XX, existem atualmente apenas dez pinturas e alguns desenhos identificados.
Arte em destaque: Crucificação. Circa 1502. Óleo sobre painel. 61,5 x 46 cm. © National Gallery of Art. EUA. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte


domingo, 30 de agosto de 2015

Franz von Stuck

Morria em 30 de agosto de 1928 em Munique, o pintor e escultor alemão Franz von Stuck, premiado artista e professor de Wassily Kandinsky, Josef Albers, Paul Klee, dentre outros. Dedicou-se a criar temas ligados à mitologia e inspirados na obra do pintor simbolista suíço Arnold Böcklin. Suas obras de nus femininos são consideradas um exímio exemplo de conteúdo simbolista popular.
Arte em destaque: Autorretrato no estúdio. 1905. Óleo sobre tela. 73 x 76 cm. © Galeria Nacional de Berlim.

Giovanni Fattori

Morria a 30 de agosto de 1908 em Florença, o pintor italiano Giovanni Fattori, aluno da Academia de Belas Artes de Florença e influente membro do movimento dos Macchiaioli, cujos integrantes contestavam a tradição neoclássica e romântica da arte italiana. Tradicionalmente realista, incorporou o tachismo em sua obra e mais tarde, tornou-se um dos precursores do Impressionismo.
Arte em destaque: Ataque da Madonna dela Scoperta. 1862. Óleo sobre tela. 204 x 290 cm. © Museu Cívico Giovanni Fattori. Itália.

Theo van Doesburg

Há 132 anos, em 30 de agosto de 1883, nascia em Utrecht (Holanda) o artista plástico, designer gráfico, poeta e arquiteto Theo van Doesburg, professor da Bauhaus e fundador da revista De Stijl, influente publicação com textos em forma de manifestos que deram suporte ao movimento artístico conhecido como Neoplasticismo. Tal revista contava com a colaboração, dentre outros, do pintor Piet Mondrian e do designer Gerrit Rietvield. Doesburg criou poemas fonéticos e era associado aos movimentos artísticos dadaísta e concretista.
Arte em destaque: Contra-composição XIII. 1925/1926. Óleo sobre tela. 49,9 x 50 cm. © Guggenheim Collection. EUA.

Jacques-Louis David

Nascia em Paris a 30 de agosto em 1748, o pintor Jacques-Louis David, o mais marcante representante do neoclassicismo. Pintor oficial da corte francesa e do regime de Napoleão Bonaparte, comandou durante vários anos a atividade artística francesa. A importância de algumas de suas obras-primas foi comparada a criações imortais de Rafael Sanzio e Michelangelo.
Arte em destaque: A morte de Sócrates. 1787. Óleo sobre tela. 130 x 196 cm. © Metropolitan Museum of Art. USA.

Giovanni Domenico Tiepolo

Nascia a 30 de agosto de 1727 em Mirano (província de Veneza), o pintor e gravador Giovanni Domenico Tiepolo, filho de um dos grandes mestres da pintura italiana, Giovanni Battista Tiepolo, e destacado representante da pintura rococó na Itália.
Arte em destaque: Procissão do cavalo de Troia. 1773. Óleo sobre tela. 39 x 77 cm. © Galeria Nacional de Londres.

Marcantônio Vilaça

Nascia a 30 de agosto no Recife, em 1962, Marcantônio Vilaça, um dos grandes colecionadores brasileiros de arte contemporânea. Trabalhou como marchand e doou diversas obras de arte para museus de vários países, contribuindo para a projeção e valorização da produção contemporânea nacional no cenário mundial.
Arte em destaque: Fotografia de Marcantônio Vilaça. Autoria desconhecida.
 
 

sábado, 29 de agosto de 2015

Joseph Wright

A 29 de agosto de 1797 falecia o pintor inglês Joseph Wright, considerado o primeiro pintor profissional a exprimir o espírito da Revolução Industrial na Inglaterra. Conhecido por suas pinturas de paisagens e pelos retratos, Wright usou amplamente em suas obras o efeito chiaroscuro, estratégia inovadora da pintura renascentista do século XV que consiste na definição do contraste entre luz e sombra numa representação pictórica.
Arte em destaque: Anna Romana Wright lendo a luz de vela. C. 1795. Óleo sobre tela. 75,2 x 62,2 cm. © National Gallery of Victoria. Austrália.

Jean-Auguste Dominique Ingres

A 29 de agosto, há 235 anos (em 1780), nascia em Montauban (França) o desenhista e pintor Jean-Auguste Dominique Ingres, muito celebrado na passagem do neoclassicismo para o romantismo. Preferindo pintar retratos e nus às cenas mitológicas e históricas, as distorções significativas de forma e espaço em sua obra o transformaram num precursor da Arte Moderna, exercendo influência significativa sobre artistas como Matisse, Degas, Picasso, entre outros. Com acabamento técnico impecável, sua produção representa o último grande esplendor da cultuada tradição da pintura histórica.
Arte em destaque: Apoteose de Homero. Óleo sobre tela. 386 x 515 cm. 1827. © Museu do Louvre. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte

Antônio Francisco Listoa, o Aleijadinho

A 29 de agosto de 1738 (não há registros oficiais sobre a data exata), nascia em Vila Rica, atual Ouro Preto (MG), o escultor, entalhador e arquiteto Antônio Francisco Lisboa, conhecido como Aleijadinho, o maior representante da arte colonial no Brasil. Com um estilo ligado ao Barroco e ao Rococó, toda sua obra foi realizada em Minas Gerais e compõe um dos tesouros mais importantes da arte brasileira de todos os tempos.
Arte em destaque: Nossa Senhora das Dores. Madeira policromada. Séc. XVIII. Altura: 83 cm. © Museu de Arte Sacra de São Paulo. Brasil. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Michael Craig-Martin

A 28 de agosto nascia em Dublin (Irlanda) em 1941 o artista conceitual contemporâneo Michael Craig-Martin, professor emérito de Belas Artes na Goldsmiths, Universidade de Londres, e importante referência para o grupo de artistas visuais surgido no final da década de 1980 denominado “Jovens Artistas Britânicos”, composto, dentre outros nomes de peso da arte contemporânea, por Damien Hirst, Tracey Emin e Stephen Park.
Arte em destaque: Arte e Design. Serigrafia. Número de edição: 25. 2003. 111,5 x 153,5 cm. © Michael Craig-Martin. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte

Edward Coley Burne-Jones

A 28 de agosto de 1833, nascia em Birmingham (Inglaterra) o pintor oitocentista e designer Edward Coley Burne-Jones, um dos artistas responsáveis pela renovação da tradição dos vitrais na Inglaterra. Em Londres, conheceu os maiores expoentes do movimento pré-rafaelista, como por exemplo, Ford Madox Brown, Thomas Woolner e Arthur Hughes. Estabelecendo contato com William Morris e Dante Gabriel Rossetti, recebeu sua contribuição e desenvolveu um estilo próprio.
Arte em destaque: O espelho de Vênus. 1875. Óleo sobre tela. 120 x 200 cm. © Museu Calouste Gulbenkian. Portugal. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte




Ai Weiwei

Nascia a 28 de agosto em Pequim, no ano de 1957, o artista plástico contemporâneo, pintor e ativista político-social Ai Weiwei, assessor artístico na construção do Estádio Nacional de Pequim, conhecido como “ninho de pássaro”. Como ativista político-social, ficou mundialmente conhecido pelas suas críticas contrárias aos símbolos de poder do governo chinês e ao desinteresse deste em listar os nomes das crianças mortas em escolas precárias durante um forte terremoto ocorrido em Sichuan em 2008, que teria vitimado fatalmente mais de 85 mil pessoas e ferido cerca de 360 mil.
Arte em destaque: “Never sorry”. Fotografia. © Ai Weiwei.

Albrecht Adam

A 28 de agosto de 1862, morria em Munique aos 76 anos de idade o pintor alemão Albrecht Adam, especializado em pinturas de batalhas e cavalos. Dentre suas obras destacam-se: Batalha de Leoben; Batalha de Borodino; Batalha de Zorndorf; e Assalto às trincheiras de Duppel.
Arte em destaque: Soldados em descanso em uma vila, uma cavalaria comanda segurando uma bandeira austríaca. Óleo sobre tela. 1862.
 
 
 
 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Francisco de Zurbarán

A 27 de agosto de 1664, morria em Madri o pintor espanhol Francisco de Zurbarán, um dos maiores expoentes do Maneirismo. Estudando pintura em Sevilha entre 1614 e 1617 com o mestre Pedro Díaz de Villanueva, conheceu os pintores Diego Velázquez, Francisco Pacheco e Francisco Herrera, contribuindo fortemente para o desenvolvimento da pintura durante a época clássica e apogeu cultural da Espanha, entre o Renascimento do século XVI e o Barroco do século XVII, conhecida como “século de ouro”.
Arte em destaque: Natureza-morta com limões, laranjas e uma rosa. 1633. 60 x 107 cm. Norton Simon Museum. EUA. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte

Eugène Fromentin

A 27 de agosto de 1876, há exatamente 139 anos, morria em Saint Maurice o pintor e escritor francês Eugène Fromentin. Dono de um estilo que se destaca pela impressionante composição e uso de cores brilhantes, sua obra foi influenciada por Eugène Delacroix. Visitou a Argélia e seus trabalhos realistas compõem um importante registro etnográfico daquele país. Destacou-se também como escritor, sendo que seu romance autobiográfico intitulado “Dominique” é um dos mais notáveis do século XIX.
Arte em destaque: Porta-estandarte. Óleo sobre tela. 59 x 89,2 cm. 1860/1865. Museum of Fine Arts Boston.

Ticiano Vecellio

A 27 de agosto de 1576 morria em Veneza o pintor Ticiano Vecellio, um dos mais importantes representantes da escola veneziana no Renascimento, antecedendo em suas obras várias características do Barroco e até mesmo do Modernismo. Chamado por seus contemporâneos de “Sol entre as estrelas”, Ticiano executou com versatilidade e perfeição temas mitológicos e/ou religiosos, retratos e paisagens. Além disto, é perceptível em seus trabalhos o interesse pela cor e pela modulação policromática sem igual na arte ocidental.
Arte em destaque: Baco e Ariadne. Óleo sobre tela. 176,5 x 191 cm. 1520/1523. Galeria Nacional. Londres.

Man Ray

Nascia a 27 de agosto de 1890 na Filadélfia o fotógrafo, pintor e anarquista Man Ray (Emanuel Rudzitsky). Considerado um dos grandes nomes responsáveis pelas inovações artísticas no campo da fotografia, cria em Nova York na década de 1920 com os franceses Francis Picabia e Marcel Duchamp, o Dadaísmo americano, independente do Dadaísmo iniciado em Zurich em 1916 durante a Primeira Guerra Mundial. Tal movimento de vanguarda, contrário aos padrões artísticos da época e aos progr...
essos que haviam levado à Primeira Guerra Mundial, impulsionou posteriormente o Surrealismo e até hoje tem grande influência no campo das artes.
Arte em destaque: Tabuleiro de Xadrez Surrealista. Mosaico de retratos dos membros do movimento surrealista fotografados por Man Ray. 1934. Da esquerda para a direita temos: Breton, Ernst, Dalí, Arp, Tanguy, Char, Crevel, Eluard, De Chirico, Giacometti, Tzara, Picasso, Magritte, Brauner, Peret, Rosey, Miró, Mesens, Hugnet e Man Ray. ‪#‎Historiadaarte‬ ‪#‎Arte


 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Guillaume Apollinaire

Há 135 anos, em 26 de agosto de 1880, nascia em Roma o escritor e crítico de arte Guillaume Apollinaire (Wilhelm Albert Włodzimierz Apolinary de Wąż-Kostrowicki), o mais influente ativista cultural das vanguardas do início do século XX. Escreveu importantes manifestos para as vanguardas francesas, como o Cubismo, e criou a palavra Surrealismo para designar o movimento artístico e literário surgido em Paris na década de 1920. Em setembro de 1911, quando já era um poeta reconhecido, foi preso por uma semana e liberado sob a acusação de cumplicidade no roubo de uma obra do Museu do Louvre, a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, episódio no qual Pablo Picasso também foi acusado.
Arte em destaque: Retrato de Guillaume Apollinaire. Óleo sobre tela executado por Jean Metzinger. 55 x 46 cm. Coleção particular.

Alfredo d'Andrade

A 26 de agosto de 1839 nascia em Lisboa o pintor e arquiteto Alfredo d'Andrade, um dos grandes responsáveis pelo restauro do Castelo de Fenis e do Castelo de Turim (Itália). Na Itália, onde naturalizou-se, estudou pintura com o suíço Alexandre Calame e em Génova recebeu o título honorífico de professor de Ornato, Perspectiva e Arquitetura.
Arte em destaque: Uma manhã em Creys. Óleo sobre tela. 58 x 100 cm. Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

George Stubbs

Nascia a 25 de agosto de 1724 em Liverpool o pintor George Stubbs, considerado um dos mais importantes pintores britânicos, muito conhecido por suas pinturas de cavalos.
Arte em destaque: Éguas e potros. Óleo sobre tela. 99 x 190,5 cm. Coleção particular.

Thomas Moran

Falecia em 25 de agosto de 1926 nos Estados Unidos o pintor Thomas Moran, um dos mais destacados membros da Escola do Rio Hudson. Optou em sua obra por transmitir uma impressão geral em vez da minúcia realista, não deixando, no entanto, de dar um tratamento adequado aos detalhes.
Arte do dia: O grande canyon de Yellowstone. Óleo sobre tela montada sobre alumínio. 213 x 266,3 cm. Smithsonian American Art Museum. EUA.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Alex Colville

Nascia a 24 de agosto de 1920 em Toronto o pintor, gravador, desenhista e muralista Alex Colville. Dono de um estilo peculiar, foi um dos mais conhecidos pintores de guerra do Canadá, contribuindo maciçamente para a evolução da pintura contemporânea.
Arte em destaque: Para a Ilha do Príncipe Eduardo. Emulsão acrílica sobre masonita. 61,9 x 92,5 cm. Galeria Nacional do Canadá.


Lavinia Fontana

Nascia a 24 de agosto de 1552 a pintora italiana Lavinia Fontana, famosa por pintar moradores da alta sociedade de Bolonha, por criar obras de nus masculinos e femininos, e por executar pinturas religiosas em grandes dimensões.
Arte do dia: Autorretrato tocando a espineta. Óleo sobre tela. 27 x 24 cm. © Academia Nazionale di San Luca. Roma.



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Arte Contemporânea no Brasil

Arte é testemunho espiritual. E como tal, quase sempre reflete a realidade de uma sociedade ou de um grupo em determinada época. Sempre foi assim e isto se torna mais evidente com o passar dos anos, quando além do valor artístico é incorporado também o valor do tempo sobre a obra.
Parece que estamos vivendo a era da loucura, da incompreensão humana pela desintegração da linguagem e pelo excesso de informação. E é justamente isto, resultado da perturbação social, que se vê em diversas exposições de arte contemporânea no Brasil, incluindo a famosa bienal de arte de SP: obras que pouco ou nada dizem por si só, trabalhos fuleiros e de mau gosto feitos com materiais diversificados e inusitados, organizados em salas enormes e instalações montadas sem nenhum conteúdo, vazias de criatividade. Este tipo de arte, grosso modo, se comparado com formas artísticas anteriores ao que se denomina “contemporâneo” chega a ser bizarro, ofensivo e desestimulante.
O que deseja o artista contemporâneo nas artes plásticas e visuais? Provocar o espectador a partir da alienação do que possa ser nossa sociedade? Debochar do espaço museológico com suas intervenções descontextualizadas e fora de órbita, em que é preciso a presença de um monitor ou de um texto para explicar que o que se vê é arte? Afinal, há a necessidade de se demarcar conceitualmente o que venha a ser arte contemporânea para não cairmos na ingênua impressão de que é tudo o que se produz na atualidade.
Arte é fazer, é ação, mas é também técnica, maestria e, sobretudo, criatividade que inspira algo novo. Que nos leva a querer criar e que transforma nosso olhar direcionando nossa percepção para, no mínimo, apreciarmos o que é mostrado. Afora nomes consolidados nas artes plásticas, alguns dos quais são citados no fim deste texto, e eventuais artistas que surgem no campo da música, da dança e do cinema em exposições e eventos culturais, a arte brasileira de nosso tempo parece andar em acentuada crise porque, também, se mostra impregnada de interesses difusos e meramente mercadológicos.
Desde o fim dos grandes movimentos que contestavam escolas de arte anteriores e propunham uma produção de vanguarda, o que se vê na arte contemporânea é uma espécie de “vale-tudo”, em que o artista não se compromete com qualquer valor estético e se pauta na imitação de produções de artistas que um dia foram transgressores do tempo.
Por outro lado, nunca se viu tanta especulação e show business na arte como se vê atualmente. Num universo infindo de opiniões e palpites é difícil, quase impossível, chegarmos a uma síntese coerente do que possa ser a “arte” que é exposta em espaços públicos e privados, dada também a tamanha e distinta produção apresentada. Será que arte contemporânea se trata realmente da “arte cotidiana” capaz de chocar, de chamar a atenção pelo escândalo, seja pondo em pauta, por exemplo, símbolos religiosos ou personalidades políticas em situações controversas dentro de um espaço expositivo e/ou ainda, o mais comum, designando o feitio como “obra de arte”?
Assim, cria-se e na impossibilidade da produção dizer algo por si só, explica-se o contexto e o que significa. Contudo, é uma arte efêmera, que apesar de não se esgotar nela mesma enquanto objeto, é descartável. Em muitos casos fica o registro fotográfico ou midiático para as gerações futuras. Não é uma produção morta por completo. E isto não deixa de ser uma boa estratégia para os curadores, pois em exposições de artes sem quadros e esculturas interessantes boas fotografias quase sempre as salvam.
A crise na arte contemporânea é, também, reflexo da crise da sociedade e do mundo atual, do próprio modo de produção capitalista embasado no consumismo desenfreado, na superficialidade rápida das relações humanas e na globalização dos gostos. Procura-se a partir da ausência de força criativa e na trama da complexidade, atribuir à arte a função da filosofia ou da ciência, embora toda produção ou expressão artística carregue em si um viés para tal. Mistura-se na explicação do objeto um pouco de poesia, chegando assim a uma linguagem poética e obtendo um certo ar de humanidade. Desta forma, é peremptório exercitar a percepção e a subjetividade antes de se arriscar a sair de casa para visitar uma exposição de arte contemporânea no Brasil sob o risco de não sentir absolutamente nada diante do trabalho exposto.
Pode-se dizer que há arte em toda produção humana, especialmente se passarmos a olhar o mundo com um “olhar artístico” e “romântico”. Amarrar o cadarço de um sapato, dar um nó na gravata, escovar os dentes, lavar a louça e colocá-la para secar, passar roupa, arrumar a casa, pôr uma toalha e um vaso de flores sobre a mesa são, de certa forma, uma arte. Expressões diárias que, se conscientes e levadas para um museu, são capazes de ganhar o adjetivo “contemporâneo”.
A impressão que se tem é que hoje em dia não é necessário ter talento para produzir arte contemporânea e ganhar evidência, a exemplo do que se tem visto nas últimas bienais de arte e mais recentemente nas feiras. Basta que o operário seja designado e reconhecido por certo grupo ou meio social, nem sempre questionador, em que a produção será vista ou vendida, no caso das feiras e também das galerias. Se o artista estiver na mídia e alcançar um bom preço de mercado, a receita de sucesso está garantida. No universo colecionista há certo “encanto” em artistas que têm suas obras vendidas por uma fortuna. O que não deve excluir o papel da crítica no sentido de questionar a originalidade, a inovação e a relevância da produção em longo prazo e, principalmente, analisá-la à luz do contexto histórico, econômico, político e social. Algo que raramente acontece.
Para que servem aquelas coisas com rótulo de “arte contemporânea” expostas ao público? Para nos livrarmos da dura realidade corriqueira? Para nos estimularmos na busca sensível pela humanidade do ser? Para protestar? Para refletirmos sobre o que é arte? Ou ainda, para nada? Porque se neste último caso for, como imaginam algumas pessoas, a arte mostrada pode não ser expressão autêntica da alma e não valerá a pena perder tempo dentro de uma exposição.
Porém, nem tudo é desolador. É possível gostar de arte contemporânea desde que reconheçamos seu significado e a destreza do artista. É imperativo sentir a obra de alguma maneira. Seria injusto deixar de lado as exceções, muito bem representadas inclusive no âmbito internacional e generalizar a partir do que é levado para espaços oficiais de exposições Brasil afora. Há bastante coisa sendo produzida por artistas anônimos e que não é mostrada, bem como produções sendo (re)descobertas e incorporadas no âmbito das artes plásticas na contemporaneidade. Além dos já comentados e reconhecidos pela massa crítica atual.
Do lixo ao luxo no Brasil podem ser citados os interessantes trabalhos de Vik Muniz e as esculturas de madeira calcinada de Frans Krajcberg. Na pintura merecem ser mencionadas as telas com formas de seres mitológicos e encantados criadas a partir dos movimentos fluidos da tinta de Ed Ribeiro; a força plástica e vitalidade das obras de Siron Franco, Adriana Varejão, Emanoel Araújo, Sidnei Lizardo, Leonel Mattos, Zélio Pinto, Manabu Mabe, Yugo Mabe, Guilherme de Faria, Antônio Henrique Amaral, Vânia Mignone; Os desenhos de Aldemir Martins, Regina Silveira, Wesley Duke Lee, Leila Pugnaloni, Paulo Monteiro; as instalações de Cildo Meireles, dentre outros.
Por fim, no intuito de estimular o pensamento acerca do sistema de arte que nos cerca, resta ainda nos perguntar: o que permanecerá como característica de nosso tempo no campo das artes? O que virá depois?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Jules-Émile Zingg: um célebre pintor moderno (e impressionista)

(Montbéliard, 25 de agosto de 1882 - Doubs, 4 de maio de 1942)

Pintor e designer. Estudou design de relógios antes de ingressar na Escola de Belas-Artes em Besançon, criando belas joias. Foi aluno de Fernand Cormon que, por sua vez, foi professor de Vincent Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Henri Matisse, Emile Bernard, Chaim Soutine, Francis Picabia e outros mestres da pintura.
Zingg obteve o segundo lugar no Prêmio de Roma. Moderno, também com obras impressionistas, estudou com Cézanne, incorporando sua influência fortemente. Após a I Guerra Mundial, expôs no Salão dos Independentes e no Salão de Outono. A pintura de Zingg é livre, de textura densa e rica. Prevalecem os temas de natureza e a rusticidade do campo. Essa obra específica de Zingg sem dúvida o consagra também como pintor impressionista, tanto pela técnica extremamente peculiar como pelo uso das cores (não existe a cor preta, por exemplo) e é um imenso prazer divulgar para o mundo mais este trabalho, nesta que é a primeira publicação em língua portuguesa sobre o pintor encontrada na Internet.




"Aquan Schaik". Óleo sobre madeira. 39 x 36 cm. Coleção Joviniano Netto, 2011. Brasil.

A obra acima, para complementar a informação, parece ser uma releitura de uma obra intitulada “Moinhos de vento holandeses” do pintor francês Eugène Boudin, um dos mais notáveis precursores do Impressionismo, conforme fotografia abaixo. Grandes e notáveis pintores também fizeram releituras de obras de arte e se destacaram com isto.


“Moinhos de vento holandeses”, de Eugène Boudin.

No vídeo abaixo podem ser vistos outros trabalhos de Zingg expostos no Musée du Château des ducs de Wurtemberg (França) em março de 2014 e são constatados traços comuns da identidade pictórica entre suas pinturas. Em acervos públicos, seus trabalhos podem ser encontrados no Musée d'Art Moderne de Paris, Musée de la Ville de Paris, museus de Besançon e Montbéliard. É provável que a obra acima tenha passado pela Sotheby's da Holanda, como pude verificar com o então ex-diretor Jim van der Meer Mohr em contato por e-mail em 2011, ano da aquisição. Há na obra o endereço de sua galeria em Amsterdã.




sexta-feira, 4 de abril de 2014

Raimundo Falcão de Oliveira: pintor da Bahia

(Feira de Santana, BA, 1930 - Salvador, BA, 1966)

Desenhista, pintor autodidata, gravador. Iniciou sua carreira ainda criança em Feira de Santana, onde pintava cenas bíblicas e a vida de Jesus, provavelmente influenciado pela mãe, que também era pintora e tinha a religião como fonte de inspiração.

A partir de 1947 mudou-se para Salvador e realizou cursos na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, tendo contato frequente com artistas como Maria Célia Amado, Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto. Em 1958 transferiu-se para São Paulo e permaneceu com a temática religiosa desde sempre, incorporando temas mais amplos e a técnica da xilogravura na sua obra. Abaixo são reproduzidos trechos de um texto crítico de Jorge Amado apresentado no prefácio de um álbum de xilogravuras organizado por Julio Pacello e editado por Lia Cesar (1966):
"E então todos se deram conta que o burel não era um burel, era uma velha capa contra a chuva, e o cajado não era cajado, eram pincéis de pintura. E havia uma tela e o cujo sujeito pintava. Alguns quiseram apedrejá-lo, considerando-o um vigarista vindo de fora, mas outros reconheceram o peregrino e a ele se dirigiram, tratando-o familiarmente de Mundinho. Pois era Raimundo de Oliveira, filho da terra, desde menino um vago, sem jeito para o trabalho, a não ser para riscar papel, se isso é trabalho que se considere. Tinha ido embora fazia tempo, dele não havia notícia. Apareceu agora de repente e em torno de sua grande cabeça pairava uma atmosfera mágica, como se o cercasse a luz da madrugada.
Esse pintor, esse grande pintor da Bíblia e da Bahia, esse que passou a limpo a violência do Velho Testamento e o tornou de maciez de veludo, esse que encheu de flores a áspera tragédia antiga, esse moço de voz tímida e segura certeza, esse Raimundo de Oliveira é um profeta com alma de Francisco de Assis. Só a Bahia o podia produzir, nos caminhos da cidade onde nasce o sertão; só a Bahia o podia alimentar e o oferecer às galerias do sul, à glória e à fama, pois sua Bíblia tem uma respiração de candomblé (não fosse ele filho de mãe Senhora de Ôpo Afonjá e não houvesse aprendido a cozinhar com Olga do Aleketu). Mestre pintor, não sei de outro que tenha crescido tanto em sua arte, mantendo-se tão fiel aos sonhos de sua meninice, às esperanças de sua Mãe e ao seu tesouro escondido.
Raimundo de Oliveira (...) não ficou na Bahia. Era um profeta e tinha de levar sua profecia mundo adentro. Tinha de correr os caminhos e demorar em terras distantes. Anda por aqui e por ali, mas é na Bahia que ele vem se alimentar de terra, de animais, de Deus e de amor, é na Bahia que ele vem, humilde e vitorioso, reapreender o mistério do homem e sua necessidade de paz e de fartura".

 Raimundo de Oliveira, 1958. Cena bíblica (Pietá). Aquarela sobre cartão. 22,5 x 31 cm.
Coleção Joviniano Netto, Brasil.
Foto: Joviniano Netto.

Raimundo de Oliveira, 1958. Cena bíblica. Aquarela sobre cartão. 50 x 70 cm. 
Acervo do Museu de Arte de Santa Catarina.
Foto: MASC.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

João Zeferino da Costa: um marco na história da arte do Brasil

(Rio de Janeiro, RJ, 1840 - Rio de Janeiro, RJ, 1916)

Pintor, decorador e professor. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes em 1857, destacando-se como aluno de Victor Meirelles. Dentre os vários prêmios recebidos em exposições da Academia Imperial de Belas Artes destacam-se as medalhas de prata (1859), ouro (1860) e grande medalha de prata (1866). Em 1868 ganhou um prêmio de viagem à Europa, passando a estudar na Accademia di San Luca, em Roma, ocasião em que realizou diversas viagens pela Europa e pela África.

Em 1877, retornando ao Brasil, ocupou temporariamente a cadeira de pintura histórica da Academia Imperial de Belas Artes. Ninguém é substituível e Zeferino da Costa, no período em que lecionou nesta disciplina, foi quem primeiro sugeriu o uso da fotografia como ferramenta nas aulas de desenho, ao invés do uso de gravuras apenas. Lecionou desenho de modelo vivo na já então chamada Escola Nacional de Belas Artes.
Para Araújo Viana (1961), Lygia Martins Costa (1961), Adalberto Pinto de Matos (1944), Carlos Rubens (1941), Alfredo Galvão (1973), Arnaldo Machado (1984) dentre outros teóricos, Zeferino da Costa, Victor Meirelles e Pedro Américo formam a tríade dos grandes mestres da pintura do Império Brasileiro. No entanto, hoje em dia, até mesmo as elites das artes no Brasil desconhecem o legado de Zeferino da Costa. Muitos dos especialistas em história da arte que consultei disseram não ter conteúdo para opinar sobre o pintor em foco por desconhecimento. Coli (2005) considera Almeida Júnior um dos pintores da mencionada tríade. De fato, diante da vasta produção literária sobre todos os pintores aqui citados, podem (e devem) ser gerados textos com pontos de vista distintos. Um artista bom não tira o mérito de outro; e cada qual pode ser reconhecido pelas suas particularidades.

Coincidência ou não, depois que Zeferino da Costa apresentou 17 pinturas na Exposição da Escola Nacional de Belas Artes em 1879 e teve uma de suas obras – A Pompeana - duramente criticada por Gonzaga Duque, ele nunca mais expôs seus trabalhos ao público, passando a se dedicar ao ensino de desenho de modelo vivo na academia e aos murais da Igreja da Candelária. Abaixo, seguem trechos da crítica sobre a Pompeana:

“O maior defeito que tem esta falsa pompeana Fritz & Mack é o de ocultar nos recessos do corpo a reuma peçonhenta que aduba as flores do deboche. Este corpo é pérfido como a deslumbrante aparência da urtiga das montanhas a que a população montezinha chama arrebenta-cavalos... A incauta mocidade não tem a observação bastante fiel para reparar nos postiços que entraram na conformação daquele corpo de coldcream; aquilo assim arranjado como está não prova cuidados ortopédicos, foi conseguido há alguns anos a esta parte para o gosto exclusivo dos colegiais que martirizam os respectivos buços, vaidosos de parecerem homens e dos velhos estafados em uso de coleópteros afrodisíacos... É incompreensível este inglório trabalho, este de retratar cocottes esbodegadas, em um moço de grande talento e de grandes aptidões de artista. Qual a causa de aparecer pompeana esta ruim, esta ignóbil figura, lavada em óleo, emplastada de gorduras aromáticas, besuntada de veloutine para disfarçar a alambazada estrutura de suas formas? Pompeana por quê?”.
 

A Pompeana. 219 x 120 cm. Acervo do Museu Nacional de Belas Artes.
Foto: Joviniano Netto.
 
De certo a Pompeana mexeu com o crítico para provocar tamanha ira. O que ele diria se, ao lado da Pompeana, estivesse "A Carioca" de Pedro Américo?

Os trabalhos de Zeferino da Costa são raros, porém, significativos para a história da arte brasileira pela representatividade na maestria com os pincéis, sempre colocando muita técnica e conhecimentos históricos e/ou geográficos em seus trabalhos, com farta crítica especializada disponível a quem se interessar.
Além disto, Zeferino da Costa escreveu também o livro “Mecanismos e proporções da figura humana”, publicado em 1917, dois anos após sua morte. Este livro foi por muito tempo uma referência para os estudantes daquela época. Entre seus alunos destacam-se Rodolfo Amoedo, Rodolfo Chambelland, Giovanni Battista Castagneto, Henrique Bernardelli, Belmiro de Almeida, Baptista da Costa, Oscar Pereira da Silva, Lucílio de Albuquerque, Firmino Monteiro, entre outros.
É considerado um importante mestre da pintura brasileira e suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas Artes, no Museu D. João VI (UFRJ), na Igreja de Nossa Senhora da Candelária (RJ), no acervo do Banco Itaú S. A. (SP) e em coleções particulares.

REFERÊNCIAS

ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. Rio de Janeiro, 1942. v. 1.

ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. 2.ed. rev. Organização André Seffrin. Curitiba: UFPR, 1997. 429 p.

CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 292 p.

CAVALCANTI, Carlos (org.); AYALA, Walmir (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: MEC, 1973.

COLI, Jorge. Como estudar a arte brasileira do século XIX? Coleção Livre Pensar. Editora do Senac, 2005.

FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983. 677 p.

GALVÃO, Alfredo. João Zeferino da Costa. Rio de Janeiro: Departamento Gráfico do Museu de Armas Ferreira da Cunha, 1973.

LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace; design Alessandra Gerin; trilha sonora Roberto Araújo. Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM.

LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. 555 p.

LEVY, Carlos Roberto Maciel. Iconografia e paisagem: Cultura Inglesa collection. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1994. 257p.

MACHADO, Arnaldo. Aspectos de marinha na obra de João Zeferino da Costa. Rio de Janeiro: ABM, 1984. 69 p.

MAURICIO, Virgilio. Algumas figuras. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello, 1918. 185 p.

MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte do século XIX. Curadoria geral: Nelson Aguilar; organização Nelson Aguilar; coordenação Suzanna Sassoun; curadoria Luciano Migliaccio, Pedro Martins Caldas Xexéo; tradução Roberta Barni, Christopher Ainsbury, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo : Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. 223 p.

PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Roberto Pontual, Carlos Cavalcanti, Flávio Mota, Aracy Amaral, Walter Zanini, Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p.

RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Nacional, 1941. 388p.

SILVA NETTO, Joviniano Pereira. João Zeferino da Costa: um marco na história da arte do Brasil. São Paulo: Mimeo, 2014. 288 p.

SOUZA, Wladimir Alves de. Aspectos da arte brasileira. Rio de Janeiro: Funarte, 1981. 132 p.

ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães : Instituto Moreira Salles, 1983. v. 1, 490 p.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Caio Carvalho

(Tabapuã, SP)

Pintor, desenhista, professor. Autodidata, desenvolveu um estilo peculiar ao explorar a penumbra cromática e a clareza semântica em suas obras. Possui obras em importantes coleções no Brasil e no exterior, como por exemplo, Museu do Centro Cultural de São José do Rio Preto, Pinacoteca Municipal, além de colecionadores do Japão, Estados Unidos, Canadá e França. É um dos mais importantes pintores do interior de São Paulo, em especial, de São José do Rio Preto.

Dentre as inúmeras exposições e prêmios conquistados em exposições destacam-se:

Medalhas de ouro:
V Salão Oficial de Belas Artes de Matão (1982);
I Salão de Belas Artes de Franca (1986);
Salão Pararrealista de Artes Plásticas de Matão (1986);
VIII Salão de Artes Plásticas de Mogi-Mirim (1990);
VII Salão Poços Caldense de Belas Artes (Poços de Caldas, 1990).

Medalhas de prata:
11º Salão de Belas Artes de Jaboticabal (1972);
43º Salão Paulista de Belas Artes (São Paulo, 1979);
I Salão de Arte Contemporânea de São José de Rio Preto (1982);
47º Salão Paulista de Belas Artes (São Paulo, 1984);
XIV Salão Ararense de Artes Plásticas (São Paulo, 1991);
VI Salão de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto (1987);
XII Salão Oficial de Belas Artes de Matão (1989);
VII Salão de Artes Plásticas de Araraquara (1989);
XXVII Salão ararense de Artes Plásticas (Araras, 1991);
X Salão de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto (1991).

Medalhas de bronze:
II Exposição Coletiva de Belas Artes de Nova Odessa (1968);
8º Salão de Belas Artes de Jaboticabal (1969);
I Salão Limeirense de Arte Contemporânea (Limeira, 1973);
XXXIX Salão Paulista de Belas Artes (São Paulo, 1974);
I Salão de Belas Artes de Rio Claro (1975);
I Salão da Secretaria Amigos do Salão Paulista (1976);
9º Salão Limeirense de Arte Contemporânea (Limeira, 1981);
III Salão de Artes Plásticas de Marília (1982).

Trofeus:
Centro Cultural Professor Daud Jorge Simão (São José do Rio Preto, 1981);
Prefeito Adail Vetorazzo (São José do Rio Preto, 1982);
Prefeito Manoel Antunes (São José do Rio Preto, 1985);
Prefeito Jayme Gimenes (Matão, 1987).

Em 1985, Caio Carvalho recebeu o diploma de Honra ao Mérito oferecido Pela Secretaria de Estado da Cultura, Ciências e Tecnologia do Estado de São Paulo.

 Estrada com árvores, s.d. Óleo sobre tela. 50 cm x 40,5 cm. Coleção particular, Brasil.
Foto: Joviniano Netto.

domingo, 16 de março de 2014

Hans Grudzinski

(Iugoslávia - atual Sérvia, 1921 - Mauá, SP, 1986)

Arquiteto, gravador, desenhista, pintor. Mudou-se para o Brasil em 1945 e entre 1954 e 1956 estudou pintura na Associação Paulista de Belas Artes. Em 1959 cursou Artes Gráficas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e passou a frequentar o Estúdio Gravura de Livio Abramo, participando de sua primeira exposição coletiva em 1961.

Em 1963 expôs na I Bienal Americana de Gravura em Santiago, Chile, e em 1966 recebeu medalha de ouro no II Salão de Arte Contemporânea de Campinas no Museu de Arte Contemporânea José Pancetti. Dentre as diversas exposições no Brasil e no exterior destacam-se a IX Bienal de Arte de São Paulo (1967), Panorama de Arte Atual Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo, Salão de Arte Brasileira Religiosa de Londrina, Paraná, em 1970.

Hans Grudzinski é uma das maiores referências mundiais da gravura em metal. As técnicas mais usadas em suas gravuras são a água-tinta, água-forte e ponta-seca. Grudzinski expressa múltiplas linhas paralelas chegando ao limite do trabalho e explorando as múltiplas possibilidades (ou técnicas) numa única obra. "Os Encantos do Rio" é um exemplo da maestria deste artista que soube, como poucos, revelar por meio das técnicas supracitadas, a beleza natural do Brasil.

 "Os encantos do Rio", 1972. Água-forte, água-tinta. Coleção particular, Brasil.
Foto: Joviniano Netto.

terça-feira, 11 de março de 2014

Considerações sobre o continente europeu

Sob o ponto de vista geológico, a Europa é uma península da Ásia. Porém, se considerarmos os aspectos culturais, históricos e sociais, a Europa se diferencia da Ásia e é considerada um continente.
A área da Europa é de 10.800.000 km2 e sua população é de pouco mais de 738 milhões de habitantes (ONU, 2010). A partir do século XV foi dado início à expansão marítimo-comercial em busca de novas áreas para serem desbravadas e exploradas rumo ao Oceano Atlântico. A unificação do mundo ocorreu com as grandes navegações que partiram da Europa e, mais tarde, com a Primeira Revolução Industrial entre 1760 e 1820/1840 e com a modernização.
O continente europeu limita-se ao norte com o Oceano Glacial Ártico, ao sul com o mar Mediterrâneo, ao leste com a Ásia (Montes Urais, rio Ural e mar Cáspio) e ao oeste com o mar do Norte, mar Báltico, canal da Mancha, mar da Noruega, golfo de Biscaia etc.
As paisagens da Europa são bastante variadas e os 42 países deste continente possuem, em muitos casos, línguas e povos diferentes. Além das grandes extensões de terras baixas observadas no mapa físico, são verificadas também altas cadeias montanhosas, como por exemplo, os Alpes, os Apeninos, os Pireneus etc.
Os principais rios da Europa são o Sena, o Reno, o Danúbio, o Loire, o Douro, o Tejo, o Volga e o Pó. Dentre as principais ilhas e penínsulas destacam-se a oeste, a Islândia, Ilhas da Grã-Bretanha, Irlanda; a sul, ilhas da Itália (Sardenha, Sicília, Córsega etc.), da Grécia, da França, dentre outras.
Na península Escandinava encontram-se a Suécia e a Noruega; na península Ibérica situam-se Portugal e Espanha; na península Itálica localiza-se a Itália; na península Balcânica está a Grécia e partes de outros países; e na península da Jutlândia está localizada a Dinamarca.
Devido à localização geográfica da Europa, atravessada pelo Círculo Polar Ártico e ao norte do Trópico de Câncer, os climas temperados são os predominantes. Estes climas possibilitam a observância das quatro estações do ano bem definidas (primavera, verão, outono e inverno). São climas frios no norte e centro e quentes no sul do continente. Úmidos no oeste e secos no leste. Os invernos são rigorosos e os verões quentes devido às variações anuais da temperatura na parte continental.
O clima frio polar é encontrado no norte da Europa devido à proximidade do continente com o Oceano Glacial Ártico.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Educação ambiental crítica e a relação de parte de uma população urbana com o rio Mogi-Guaçu

Nos últimos anos tem-se observado uma crescente valorização de temas ligados à gestão e à conservação ambientais. Neste sentido, são múltiplos os fundamentos teóricos e metodológicos, as correntes de pensamento e posições políticas no que tange à educação ambiental, bem como as ferramentas usadas nos processos de sensibilização e conscientização humanas. Devido à complexidade do tema, adotou-se na presente pesquisa a vertente dialógico-crítica visando à promoção de questionamentos às abordagens comportamentais, reducionistas e dualistas na busca do entendimento da relação cultura-natureza.
Por meio da educação ambiental crítica pode-se alcançar mudanças efetivas na melhoria da crise socioambiental. A educação ambiental crítica propõe analisar os problemas socioambientais em sua raiz, evitando análises reducionistas e tendências ideológicas encontradas no sistema dominante, nos projetos escolares, em unidades de conservação, comunidades, nos sistemas municipais de meio ambiente etc. No entanto, a proposta crítica em educação ambiental ainda é pouco conhecida e divulgada entre os profissionais que trabalham com educação ambiental. Isto ocorre porque a educação ambiental crítica ainda não possui uma prática visível consolidada como, por exemplo, acontece com a educação ambiental conservadora.
Para que a educação ambiental crítica se consolide como prática efetivamente emancipatória e transformadora é necessário que os trabalhos na área e as reflexões sejam interdisciplinares e levem em conta os diferentes conhecimentos históricos, geográficos, biológicos, políticos e socioeconômicos, incentivando a formação do cidadão crítico e capacitando-o a fazer reflexões e interferir em seu mundo. A formação de consciência ambientalista envolve a busca e aquisição de conhecimentos de aspectos locais da ecologia, da cultura e da sociedade por meio da práxis da educação ambiental. Desta forma é possível reformular comportamentos e recriar valores perdidos ou ainda não alcançados.
A transformação de comportamentos pode possibilitar a conscientização de populações sobre a necessidade de uma relação mais harmoniosa por parte de todos com o meio ambiente, constituindo-se também numa exigência básica para o alcance do desenvolvimento sustentável. Assim, o objetivo geral da presente pesquisa é levantar e analisar as diversas tendências da educação ambiental no Brasil e em nível internacional, com foco na educação ambiental crítica, tendo como um dos estudos de caso parte da população do município de Guatapará, interior de São Paulo. A pesquisa envolve a participação de moradores e turistas, buscando, sobretudo, respostas consistentes que sirvam para reflexões sobre a abordagem da sustentabilidade na conservação dos remanescentes de mata nativa e do rio Mogi-Guaçu.
 
Foto: Joviniano Netto

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

El arte nunca es casto, y habría que mantenerlo alejado de todos los ignorantes inocentes. Si la gente no está preparada para él no hay que permitir que se acerque. Sí, el arte es peligroso. Si es casto, entonces no es arte.

Pablo Picasso, 1971.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

The flowers


The flower I. Composição:água, terra, aço, cristal, cacto, cera de abelha entre as partes -  http://flic.kr/p/9qwt5Y

 The flower II. Composição: água, terra, aço, vidro, cacto, casca de ovos de codorna, lítico pré-histórico encontrado no bioma Caatinga do interior da Bahia e cera de abelha "Tetragonisca angustula" entre as partes - http://flic.kr/p/9t4QZR